Brasileiro que sumiu na França trabalha como motorista para ajudar pagar tratamento da filha, diz irmã

Quem é Bruno Fernando Rego?

Bruno Fernando Rego tem 28 anos e é natural de Capivari, uma cidade no interior de São Paulo, Brasil. Ele atuava como motorista de aplicativo, um trabalho que lhe permitia sustentar sua família. Bruno é descrito como um homem dedicado, que se esforça para proporcionar um futuro melhor para sua filha de apenas 4 anos, que ele deixou no Brasil para buscar oportunidades financeiras na Europa.

Motivos da viagem de Bruno à França

A viagem de Bruno à França teve um propósito muito claro e emocional: levantar recursos financeiros para custear o tratamento de saúde de sua filha, que enfrenta sequelas neurológicas devido a um grave acidente de engasgo. Com o intuito de ajudar sua filha, Bruno decidiu viajar à Europa, onde os ganhos como motorista de aplicativo podem ser significativamente mais altos em comparação com o Brasil, chegando até seis vezes mais em algumas ocasiões. Isso tornou o trabalho no exterior uma opção viável para garantir a assistência necessária à criança.

O dia do desaparecimento

O último contato que a família teve com Bruno foi no dia 5 de julho de 2026. Ele não respondeu às mensagens de um amigo, que, preocupado, tentou contatá-lo várias vezes sem sucesso. A situação levou esse amigo a alertar a família no dia seguinte, 6 de julho, sobre o desaparecimento de Bruno. Ele não havia levado seus pertences ou documentos, incluindo seu passaporte, que foram encontrados na residência onde ele estava hospedado nas proximidades de Paris.

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Como a família descobriu o sumiço

A irmã de Bruno, Beatriz Rego, foi quem recebeu a notícia alarmante. O amigo de Bruno, que costumava mantê-lo atualizado por meio de chamadas de vídeo diárias, percebeu que algo estava errado quando ele não atendeu ao celular e, portanto, decidiu acionar Beatriz. A situação rapidamente se transformou em uma preocupação maior quando se constatou que Bruno havia deixado suas coisas para trás.

A assistência do Itamaraty

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro, por meio do Itamaraty, está ciente do caso e fornece apoio à família de Bruno. Contudo, a assistência consular não engloba a divulgação de informações pessoais ou detalhes específicos acerca da investigação em andamento. A família, principalmente Beatriz, expressou insatisfação com a falta de transparência nas ações da polícia e com a lentidão nas investigações.



O ‘direito de desaparecer’ na França

Na França, existe uma legislação conhecida como o “direito de desaparecer”, que permite que adultos decidam afastar-se de seus locais de vida sem que isso seja considerado um crime. Esse aspecto levou a polícia francesa a não aceitar a denúncia de desaparecimento feita pelos amigos de Bruno, o que deixou a família frustrada e sem direcionamento no início das investigações.

A falta de respostas das autoridades

Beatriz se mostrou bastante preocupada com a falta de retorno das autoridades francesas. Ela reportou que forneceu à polícia o modelo e a placa do carro alugado que Bruno utilizava, no entanto, até o momento, nenhuma busca efetiva pelo veículo foi realizada. Além disso, a irmã notou que a polícia também não contatou os amigos que poderiam agir como testemunhas, o que reforçou a sensação de descaso no tratamento do caso.

Buscas e rastreamentos não efetivos

Bruno estava utilizando um carro alugado que tinha rastreador, o que poderia facilitar a localização do veículo. Contudo, a família relatou que as investigações não apresentaram avanços até o presente momento, aumentando a angústia e a insegurança sobre o paradeiro de Bruno. Beatriz acredita que as dificuldades burocráticas estão contribuindo para o atraso nas investigações.

Depoimentos da irmã de Bruno

Beatriz expressou sua frustração com a situação, afirmando que a maneira como a polícia francesa está lidando com o caso parece refletir um tratamento diferenciado aos imigrantes, comparado aos cidadãos locais. Ela revelou que, apesar da gravidade da situação, a falta de comunicação e o sigilo excessivo das autoridades tornaram a situação ainda mais angustiante para a família.

O impacto emocional na família

A ausência de Bruno é uma carga emocional pesada para todos os seus familiares, especialmente para sua irmã, que se mudou para Portugal e está fazendo o possível para ajudar na busca por ele. A incerteza e a falta de resposta efetiva nas buscas estão causando um grande estresse emocional e psicológico para todos os envolvidos.

A situação de Bruno reitera a importância de se tratar casos de desaparecimento com a seriedade que merecem, especialmente em contextos de imigração, onde as pessoas podem estar mais vulneráveis. Para a família, cada dia que passa sem notícias de Bruno é uma batalha emocional constante, e a esperança de encontrá-lo continuam viva, mesmo diante das adversidades.



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